...Toc, toc. As duas da matina, quem poderá ser? Toc, toc. Hesito em atender ou... Toc, toc. Maldito inesperado, faz meu coração retardar em gélidas comoções que percorre toda minha espinha dorsal. Toc, toc. INCANSÁVEL INSISTENTE. O QUÊ QUER? Não consigo suportar mais este rogo sombrio e silencioso (pensando com os próprios botões). Um toc, toc atrás de outro to... Toc, toc. LICENCIOSO SEM TINO, NÃO POSSUO NADA QUE LHE POSSA INTERESSAR, VÁ EMBORA! (...) Parou?! Quem seria com tanta imprudência? Poderia ser alguém conciso de ajuda?! Ou talvez, ninguém mesmo. Como ninguém?! Se houve tantos to. Melhor não pronunciar tal murmúrio. Logo agora que se faz sublime momento de privação de ruídos. O silêncio se estabelece. Poderei ir descansar e “dormir”. DORMIR! E se por ventura tal estranheza venha revelar-se novamente enquanto esteja esmorecido. Preciso ficar atento! Vigilante! De guarda noturna. Não posso ser pego de surpresa. Claro que outros fenômenos acústicos, ritmados, irão acontecer. Propagação de ondas sonoras produzidas por corpos que vibram em meio imaterial, irreal. Sensações auditivas criadas... pela mente? Não. (sorrindo maliciosamente para si mesmo). Olho para o relógio (sono). Ele marca (bocejo) quatro e quinze da manhã. O relógio, o relógio... (Adormeceu). Tic, tac, tic, tac, tic, tac, Toc, toc. O QUÊ?! NÃO PODE SER?! Toc, toc. JÁ DISSE PARA PARAAAAAR!!! Parou. Deixei-me distrair e fui surpreendido pelo Visitante. Da próxima eu abro a porta e quem irá se surpreender será ele. Vamos Visitante, faça o que sabes fazer melhor (pensativo). Estou esperando (apreensivo). Vamos, não tenho mais a noite toda como antes há tinha (impaciente). Cinco horas e ouço os pardais resmungarem suas rezas sofridas. As seis o dia já se faz presente, mas encontro-me em penumbra. Sinto-me em funesta claustrofobia. Sinto cheiro de terra molhada. Tento abrir a porta mas, encontra-se cerrada. Por fora!? Não há maçaneta e nem mesmo fechaduras ou chaves (desespero). Suspeito de alguma traquinagem exercida pelas hábeis mãos do Visitante. Neste lapso, uma dor terrível toma conta de minha nuca. Por todo meu estupefato corpo derrama uma glacial sensação de leveza. Só tenho espaço para gestos apertados... Toc, toc.terça-feira, 22 de abril de 2008
...Toc, toc. As duas da matina, quem poderá ser? Toc, toc. Hesito em atender ou... Toc, toc. Maldito inesperado, faz meu coração retardar em gélidas comoções que percorre toda minha espinha dorsal. Toc, toc. INCANSÁVEL INSISTENTE. O QUÊ QUER? Não consigo suportar mais este rogo sombrio e silencioso (pensando com os próprios botões). Um toc, toc atrás de outro to... Toc, toc. LICENCIOSO SEM TINO, NÃO POSSUO NADA QUE LHE POSSA INTERESSAR, VÁ EMBORA! (...) Parou?! Quem seria com tanta imprudência? Poderia ser alguém conciso de ajuda?! Ou talvez, ninguém mesmo. Como ninguém?! Se houve tantos to. Melhor não pronunciar tal murmúrio. Logo agora que se faz sublime momento de privação de ruídos. O silêncio se estabelece. Poderei ir descansar e “dormir”. DORMIR! E se por ventura tal estranheza venha revelar-se novamente enquanto esteja esmorecido. Preciso ficar atento! Vigilante! De guarda noturna. Não posso ser pego de surpresa. Claro que outros fenômenos acústicos, ritmados, irão acontecer. Propagação de ondas sonoras produzidas por corpos que vibram em meio imaterial, irreal. Sensações auditivas criadas... pela mente? Não. (sorrindo maliciosamente para si mesmo). Olho para o relógio (sono). Ele marca (bocejo) quatro e quinze da manhã. O relógio, o relógio... (Adormeceu). Tic, tac, tic, tac, tic, tac, Toc, toc. O QUÊ?! NÃO PODE SER?! Toc, toc. JÁ DISSE PARA PARAAAAAR!!! Parou. Deixei-me distrair e fui surpreendido pelo Visitante. Da próxima eu abro a porta e quem irá se surpreender será ele. Vamos Visitante, faça o que sabes fazer melhor (pensativo). Estou esperando (apreensivo). Vamos, não tenho mais a noite toda como antes há tinha (impaciente). Cinco horas e ouço os pardais resmungarem suas rezas sofridas. As seis o dia já se faz presente, mas encontro-me em penumbra. Sinto-me em funesta claustrofobia. Sinto cheiro de terra molhada. Tento abrir a porta mas, encontra-se cerrada. Por fora!? Não há maçaneta e nem mesmo fechaduras ou chaves (desespero). Suspeito de alguma traquinagem exercida pelas hábeis mãos do Visitante. Neste lapso, uma dor terrível toma conta de minha nuca. Por todo meu estupefato corpo derrama uma glacial sensação de leveza. Só tenho espaço para gestos apertados... Toc, toc.quinta-feira, 13 de março de 2008
AAAAH!!! MEUS SUPERERÓIS EXISTEM!!
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
oPiNião aLHeia = liberdade de expressão ?
Sobre: “A Invasão Bárbara Cartuniana”
**************************************************
Com licença, motorista:
- Posso divulgar meu trabalho?
- É pra vendê bala?
- Não, é pra afetar as mentes vãs.
- ããh, então entra aí, cara.
**************************************************
TAMBÉM QUERO UMA FATIA DO BOLO, PORRA!!
TAMBÉM QUERO UMA FATIA DO BOLO, PORRA!!
**************************************************
Idealizada em outubro de 2004 e realizada em 23 de novembro de 2004.
Esta prática foi exaustivamente exercida durante um ano na capital mineira.
Inicialmente uma resposta contra a vampiresca elite “intelectualizada” que manipula atualmente os veículos do mercado artístico. Transformando a arte em produtos industrializados para serem consumidos apenas por uma pequena parcela localizada nas redundâncias a-culturais de Belo Horizonte.
Quando me inscrevi no Concurso “Balela no Ônibus”, em agosto/2003, não tinha noção dos critérios ou argumentos utilizados pela comissão julgadora para escolher os 12 melhores trabalhos. Sabia que o tema era livre e que havia a opção por três categorias: artes plásticas e visuais (pinturas, fotografias, esculturas - foto, gravuras, graffite, etc) e poesias. Além das regras básicas exigidas no regulamento do concurso, onde cada participante poderia se inscrever com apenas três obras.
Infelizmente ou felizmente não fui classificado e resolvi me inscrever no ano seguinte. Que tolo. Atento ao nível das obras selecionadas (que não sei até onde foram merecidamente colocadas), optei por uma proposta regional e de fácil leitura em meus desenhos. Para que os transeuntes que freqüentam a urbana “galeria-pública-ambulante” absorvessem com simplicidade, todo contexto exposto ao primeiro contato espiritual, do visual exposto. Ao contrário da complexidade abstracionista contida nas telas dos artistas que circulam no interior desses coletivos (salvo raras exceções), e que estão longe da compreensão do populacho.
Após a divulgação do resultado do concurso/2004, tive a impressão de ter participado de um suposto “jogo cultural de cartas MACABRAS”. Sendo assim, resolvi fazer minha própria ARTENOBUZÃO. Daí a origem da expressão: Invasão Bárbara Cartuniana.
Esta interferência gráfica com tiras-panfletárias (material autoral) fixadas principalmente no interior dos coletivos urbanos e linhas metroviárias teve posteriormente a mesma ação em locais públicos de Belo Horizonte, como: postes, centros a-culturais, pseudo-banheiros de botecos copo-sujo, exposições e galerias d'falsarte. Foi uma forma alternativa de invadir espaços do não-domínio público, assim como fez o antigo grupo Três Nós Três, que lacraram portas de galerias, ensacaram monumentos e realizaram várias intervenções urbanas no século passado. Viva Cildo Meireles e sua trupe.
Esta prática foi exaustivamente exercida durante um ano na capital mineira.
Inicialmente uma resposta contra a vampiresca elite “intelectualizada” que manipula atualmente os veículos do mercado artístico. Transformando a arte em produtos industrializados para serem consumidos apenas por uma pequena parcela localizada nas redundâncias a-culturais de Belo Horizonte.
Quando me inscrevi no Concurso “Balela no Ônibus”, em agosto/2003, não tinha noção dos critérios ou argumentos utilizados pela comissão julgadora para escolher os 12 melhores trabalhos. Sabia que o tema era livre e que havia a opção por três categorias: artes plásticas e visuais (pinturas, fotografias, esculturas - foto, gravuras, graffite, etc) e poesias. Além das regras básicas exigidas no regulamento do concurso, onde cada participante poderia se inscrever com apenas três obras.
Infelizmente ou felizmente não fui classificado e resolvi me inscrever no ano seguinte. Que tolo. Atento ao nível das obras selecionadas (que não sei até onde foram merecidamente colocadas), optei por uma proposta regional e de fácil leitura em meus desenhos. Para que os transeuntes que freqüentam a urbana “galeria-pública-ambulante” absorvessem com simplicidade, todo contexto exposto ao primeiro contato espiritual, do visual exposto. Ao contrário da complexidade abstracionista contida nas telas dos artistas que circulam no interior desses coletivos (salvo raras exceções), e que estão longe da compreensão do populacho.
Após a divulgação do resultado do concurso/2004, tive a impressão de ter participado de um suposto “jogo cultural de cartas MACABRAS”. Sendo assim, resolvi fazer minha própria ARTENOBUZÃO. Daí a origem da expressão: Invasão Bárbara Cartuniana.
Esta interferência gráfica com tiras-panfletárias (material autoral) fixadas principalmente no interior dos coletivos urbanos e linhas metroviárias teve posteriormente a mesma ação em locais públicos de Belo Horizonte, como: postes, centros a-culturais, pseudo-banheiros de botecos copo-sujo, exposições e galerias d'falsarte. Foi uma forma alternativa de invadir espaços do não-domínio público, assim como fez o antigo grupo Três Nós Três, que lacraram portas de galerias, ensacaram monumentos e realizaram várias intervenções urbanas no século passado. Viva Cildo Meireles e sua trupe.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Apenas uma re-flexão ocular
Ao finalizar a leitura de mais um, dos tantos livros (sem necessidades alguma de mencioná-lo*), que ainda pretendo ler e que nunca conseguirei, reflito cancerígeno: nesta redoma de carcarás do monopólio dogmático, os camelôs do catolicismo estão à altura de Judas Iscariotes. De forma pragmaticamente rapineira, comercializam escapulários que traduzem imagens sacras. Acredito que estes crápulas, não estão tão longe da semelhança e do ato de Judas ter vendido Kristo, como objeto supersticioso, por um punhado de moedas que estampam efígies de sectários demagogos.* “tudo irá a pique, os livros, as críticas dos livros, as críticas das críticas dos livros.” Moravia, Alberto, O Escritor Incômodo.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Sobre meu passado psicologicamente... Analisado?
Remexendo em algumas coisas velhas e mofadas, me deparo com desenhos arcaicos, expurgados há mais de vinte anos, e que os concebi em minha pré-adolescência, nas antigas sessões de tratamentos psicológicos aos quais fui submetido. Não cheguei a concluir esta minha 1ª pseudo-HQ.E pelo visto, também nunca irei concluí-la. Um prato cheio nas sedentas mãos, de psicanalistas masturbadores. Aliás, em relação a *última página executada, tudo indica que, nos cinco meses de produção desta “inocente” estória, o circo pegou fogo e todos foram salvos desta sociedade carniceira. Como nos forjados veredictos sem nexo de inquisições amaldiçoadas. Um trágico fim, mas próximo dos andantes sapiens. Chegando a ser, até um pouco visionário, para um estágio precocemente infantil e ainda cândito. Onde, dentre as figuras cômicas que encontro, cito a espécie humana. Um gênero de primata descartável. Tolo e circense.
*ver ilustração 19 deste enredo postada a serguir.
Nestes pouco mais de trinta anos que venho galgando na superfície da Terra, vi e senti de perto uma pequena amostra grátis do cheiro da fome e da miséria humana. Presenciei a um “grande” circo pegar fogo em Belo Horizonte (07/04/1997) e também, através de nossos falhos meios de comunicação, assisti em tempo real, a queima de corpos vivos,enclausurados num equipamento de transporte que se tornou um crematório coletivo das novas civilizações carioca. Uma tumba urbana. Barbárie. Espetáculo bizarro. Pode até ser. Como um singular lapuz, promulgo nestas linhas invisíveis: “Esta contemporânea esfera flutuante de pigmento azul, na qual habito, voltou a ser primitiva. Provando que a humanidade nunca traiu os instintos de seus saudosos antepassados.”
Já que toquei no assunto dos desenhos, exponho: minha existência patológica foi analisada a fio por nove e longínquos anos (1980/89) de tratamentos psicológicos, no sombrio consultório D’aquela que me diagnosticou com sua implacável metralhadora de perguntas irritantes que definhavam meu intelecto. A psicóloga-musa Doutora Alair atingia-me com rajadas profundas/fumegantes pelo menos, quatro vezes por mês. Cento e sessenta e oito horas. Tempo suficiente que precisava para me recompor das feridas abertas, até a próxima lenta, execução, sumária, semanal.
Certa vez em uma das sessões, indagou-me: o quê você mais gosta de fazer?
Murmurei: rabiscos para exteriorizar meu ínfimo Ser.
Ela retrucou: então, aceite esta matéria fibrosa de origem vegetal e segure firme este bastonete contendo um recheado cartucho de tinta negra.
Naquele precioso episódio, senti-me Rei. Para ser mais preciso, Rei de Copas. O Deserto em branco (a folha-espaço) cedido era meu macroscópico reino de possibilidades, apesar de delimitado. Quase uma década de reinado consecutivo para me haurir em províncias onde não delego nada. Exatamente, Nada. Soberano fui, comigo mesmo a cada zig-zag traçado por minhas hábeis mãos. Sob o olhar atento, a Dra. que psicografava mensagens assinaladas, ditas pelas entidades que se rebelavam perante nós. Formávamos uma profícua dupla. Sem que ela percebesse, percebi sua Real analogia com meu destacado caso em relação a seus outros inferiores pacientes. Ao saginar arquivos pessoais em mosaicos indecifráveis, nossa relação matrimonial seria amputada antes da Cópula Real. Senti por um instante que me haviam emboscado num matadouro de fantásticas personalidades. Precisava agir rápido antes que... Ela d’clamou: seu tempo acabou. E de fato hei de concordar. Nosso tempo acabou. Xeque-mate. Nossa transmissão não foi completada. Perdemos contato. Câmbio... Desligo.
Tempos depois me veio à pergunta: será que minha psicóloga se casou? Ela me parecia ter melindrados problemas afetivos/amorosos. Graves. Gravíssimos. Enquanto – sozinho em meu Divã – não encontro nenhuma resposta para os males aqui diagnosticados. Continuo envolto neste argumento aparentemente válido, mas, na real, não conclusivo e que supõe má-fé por parte de quem o apresenta. Chego a uma conclusão inadmissível como resultado da fórmula farmacêutica sem contra-indicação usada somente para ativar eficazes resultados de natureza psicológica. Em resumo, bebo na fonte de “Sofismos Placebos” para continuar exteriorizando Meus malogrados Renascimentos.
Hoje apenas lamento por nossas desconfortantes consultas terem sido suspensas num momento tão próximo do ápice, por motivos que finjo desconhecer, mas os revelo silenciosamente.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
TÍTULO ATEU ogsib niala
Comi carne de lesma e tomei esperma de barata neste calorLi um livro de 0.000 páginas que não continha se quer
uma única palavra sã em suas linhas trans-parentes
Enfiei dois dedos no cu para sentir tesão
Cultivo um furúnculo aceso debaixo do braço da mesa
Em minhas rugas oculto carteiras recheadas de dólares, Todas elas surrupiadas em Bangladeste
Recuso-me em aparar a rudimentar unha que brota em minha testa
De pés descalço visto um chapéu
Orelhas que coleciono depositadas numa colcha bancária
Meus dentes sem pavimentação repousam numa florida gengiva carregada com mau hálito
Um ouvido que não funciona direito, ou esquerdo
Pilhas que também não funcionam e servem apenas para poluir Coisas que não sei, também poluem
Calmaria para menos sofrimento
Profissão não definida
Vagabundoleproso, mocidade arrependida
Ladrilho que-brado, sabonete ressecado, Saliva contaminada
Uma língua apedrejada
Moro de favor, mas não sou eu quem paga o aluguel
Minha grana é uma merreca e não cabe no meu bolso
Tento me calar, mas ainda preciso de tempo, horas se possível
Hoje possuo uma filha 2609, e não sei seu nome.
Para 1 amigo.
Só para incomodar, hoje afirmo que sou Tudo! eu disse: TUDO
Em meu mundo fictício posso ser Tudo. Então, como um autista consciente da acusada patologia clínica que assumo, tomo Total liberdade em me fantasiar, ou melhor declarar-me como: um fabuloso cartunista de imagens invisíveis e um grandioso escritor contemporâneo de palavras incolores. BÁÁH!! Que lixo!Tudo isso, apenas para infernizar os que se incomodam tanto com o ego alheio e que na real, além de não produzirem merda que presta, não conseguem se aceitarem de maneira sadia, sem se deixarem ser possuídos e dominados pelo EU lírico. Afetados num redemoinho de aparências sob a Bolha que insiste incansavelmente em apenas excluir micróbios como EU. Organismos unicelulares do falso contexto que nos envolve. Vetando com isso, uma criação original e a produção em série de autênticos polivalentes. Nesta cidade-curral megalomaníaca repleta de dejetos humanos a-culturados e enraizados, oferecidos avulsos em delicatessem por prostitutas apetitosas de seios fartos e vistosos, alimentar-me-ei de mim mesmo. Será mais interessante à autofagia, apesar de indigesto(a). Hoje me acomodo numa confortável arquibancada a margem dos que se assumem como deuses da nova arte, para delirar de tanto rir destes espetáculos gratuítos da auto-flagelação egocêntrica. Palmas para nossos aspirantes artistas: poetas-onanistas, músicos desenfreados, escritores da auto-promoção, alóctones ilustradores nipônicos e conspira-dores deste psíquico circo ridículo. Aplausos, aplausos (...) BRAVO!!
*Ilustração: releitura sob o traço de Wallace Wood
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
INSALUBRIDADES NUNIANAS HUM

(...) nos malditos bulevares negros me encontro como um monólogo depressivo num Jardim de Super-ego’Stars, egos alheios e flores murchas... Desprotegidas do Lúmen de Déspotas escurecidos.
Para celebrar tal fado,
mastigo objetos inanimados que deslizam por minha áspera garganta seca, junto a um negrume líquido obtido através da infusão da moca.
Magnífico fruto sorvido em ocasiões (oca)suais no fim...
...Todo ser humano é ridículo, como meu id.
Acontece que uns conseguem aceitar esta realidade diluída com oprimida lucidez ofuscada.
...O paraíso prometido nunca existiu. Mesmo porque, sempre existiram e existirão almas promiscuas para habitá-lo.
Também, como habitá-lo com tantas almas promiscuas feito a minha!?!
Perecerei por aqui mesmo, laciniado...
Somente para ineptas larvas míticas.
Espero que não doa tanto como em nocivos anúcios televisivos.
Para celebrar tal fado,
mastigo objetos inanimados que deslizam por minha áspera garganta seca, junto a um negrume líquido obtido através da infusão da moca.
Magnífico fruto sorvido em ocasiões (oca)suais no fim...
...Todo ser humano é ridículo, como meu id.
Acontece que uns conseguem aceitar esta realidade diluída com oprimida lucidez ofuscada.
...O paraíso prometido nunca existiu. Mesmo porque, sempre existiram e existirão almas promiscuas para habitá-lo.
Também, como habitá-lo com tantas almas promiscuas feito a minha!?!
Perecerei por aqui mesmo, laciniado...
Somente para ineptas larvas míticas.
Espero que não doa tanto como em nocivos anúcios televisivos.
*Literatura simulada em insalubres abismos Nuneanos
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
trecho da edição pretendida para este século ainda.
(...) Após levantar-me lentamente, e já empunhando uma horrível xícara de café-ralo, observo meu repetido espectro num espelho mofado que nunca muda de canal. Assisto a um decadente double fantasmagórico que não sabe se vestir, e que mesmo assim, prefere continuar com o mesmo figurino fora de linha...Há anos.
Amanheço no consentimento da alcunha em sinônimo de podridão, batizada por um velho amigo albino com seus mais de 80 kg de massa corpórea e despigmentada. Minha antiga dúvida vem me visitar novamente.
Não sei em que esquina fodida se perderam ou se deixaram perder a lenda dos laços nominais da linhagem francesa dos meus famigerados ancestrais. Não quero me preocupar com isso hoje. Afinal de contas, aos meus familiares lhe foram legados sobrenomes espanhóis e ainda SIM, modificados. Prossigo. Falando em números e desvalidos objetos, acordei e percebi mais uma vez que, minha coluna vertebral, que crescera com má formação óssea junto a um desvio lombar ocasionado pelas excessivas atividades exercidas em um ex-emprego, me trouxe novas dores nesta fabulosa manhã de 5ª-feira. Estou com pouco mais de 33 anos e algumas pendências. Idade enigmática e fantasiada nos relatos extorquidos dos embaraçados boatos bíblicos, embaçados na extirpação e aniquilação de Kristo. Graças a deus. Embora deixasse de acreditar na existência desta simbólica figura há tempos, Kristo foi uma tragédia. Dizem que somos semelhantes a ele. Nisto tenho que concordar plenamente. Pertencemos a uma divina carcomédia totalmente elabora pela demente mente humana. Falta de sorte para aqueles que crêem nesta sombria estória.
(...) Cada vez mais e mais as pessoas buscam desesperadamente a gelatinosa confirmação “sólida” de serem lembradas virtualmente.
Através de seus modernos celulares com microfilmagens, fotos postadas e acompanhadas por mensagens contendo econômicos caracteres, e-mails, blogs, photoblogs, páginas da internet e o mais recente e expositivo meio de comunicação de achados e perdidos; The Orkut.
E aqui me encontro (contra-ditório) como tantos; vendedores de imagens do NADA. Como algo não tátil e não tão interessante. Num formato depositado como fezes em mais um BLOG qualquer e creditado a um anelídeo hermafrodita. Do que se alimenta, expele. Apenas mais um cosmopolita oriundo de Oxum em Ogum.
Esta emersão sob o anonimato é buscada de formas artificiais e sem sentido.
Por que queremos ser lembrados se não fazemos nada sagaz para tal?
Apenas pelo disfarçado poder de apertarmos uma tecla e termos ao alcance planos inimagináveis, ou pelo fato do egocentrismo nunca ter saído de moda?
Não penso desta maneira. Com o crescimento desordenado de povos, diversificadas etnias de indivíduos cujos caracteres somáticos, tais como a cor da pele, a conformação do crânio e do rosto, o tipo de cabelo, embora semelhanças e modo de transmissão por hereditariedade, variem de indivíduo para indivíduo, cada uma destas grandes subdivisões da espécie humana, e que supostamente constitui uma unidade relativamente separada e distinta, com características biológicas e organização genética próprias da raça, não são suficientes para a própria aceitação.
Necessitamos da posição do outro, do olhar crítico (cínico) do outro, nesta nova era de poligamia internauta.
O primeiro contato – visual/corporal – está em completa extinção. Em desuso.
Agora nos “conhecemos” de maneira moderna em salas de bate-papo virtual, acomodados isoladamente em nossos lares ou novamente e sempre anônimos em lan-houses.
Toda essa gama de informações (algumas forjadas, outras duvidosas, umas nem tanto), e algo mais (sobressalente), são oferecidas "gratuitamente" num fast-food googleano.
Que miséria. Sobrevivi à transposição de um novo século para ser testemunho cego deste tecnológico apocalipse contemporâneo. O que mais virá pela frente? Ou por trás? Não sei, pois ainda não comprei o último Best Seller sobre: “Como Ser Um Visionário de futuro e Alcançar Planos da Et Cetera e Tal, e das Demais Coisas Alheias...”.
Isso tudo fede e me parece ser um saco. Porventura, quando me metamorfoseei em andarilho leproso, os parasitas invertebrados que já habitaram meu ser repugnante, ocupando um pequeno espaço entre meus pelos pubianos ou não, em minha sebosa pele oleosa, não me cegaram tanto, quanto; em pitorescas andanças subterrâneas, espiei vesgo, através das chagas, esses medíocres e energúmenos se moverem na sacola escrotal da nossa querida e vislumbre sociedade fecal.
*Ensaio aberto do livreko "Insalubridades Nunianas 2"
AFOTO & diga: xís

Transformo-me numa foto Desbotada
Ornamentada por uma Guirlanda seca e quebradiça
Nesta imagem ressecada que sublinha tons rubros
num patíbulo que me transporta para planos Sazonais
Assim,
a Dor continua resguardada em aquários regados a melancolias amargas
de escura cor amarronzada, engarrafadas em alegóricos frascos irregulares
para lembranças de lugar nenhum.
Ornamentada por uma Guirlanda seca e quebradiça
Nesta imagem ressecada que sublinha tons rubros
num patíbulo que me transporta para planos Sazonais
Assim,
a Dor continua resguardada em aquários regados a melancolias amargas
de escura cor amarronzada, engarrafadas em alegóricos frascos irregulares
para lembranças de lugar nenhum.
CATHAPLASMAZÁSS - Onixe
Em meu íntimo alugo moradia sã para mentecaptos incolores de razão.
Condicionado em minha putrefata caixa de carne desprovida de antídotos vitais
Embriago-me em um senil argumento Deísta.
Na ausência de altruísmo icástico neste espaço incontido e revolto
Enclausuro-me em Bangalôs Anti o Todo.
Sou um alóctone interplanetário que reside no anonimato
Vasculhando uma atuação mais Nobre
no inerte cotidiano que me invade.
Preferindo continuar mediano em minhas catarses sublimes do
Incompreendido ócio Ectoplásmico.
Pecando em Abortos Litúrgicos e obsoletos
do Fardo, Fado Fadado.
Um colecionador de decepções, provido de anticorpos insensatos diagnosticado por uma xenofobia cult.
Freqüentando distintos armazéns do decrépito lixo luxo
para amenizar ou camuflar minha Dor.
Defronte ao Nada
que nada me interessa.
Pisando D’scalço em estilhaços expurgados por Falsos
que não mais me ferem.
Irei manifestar-me como uma figura Maldita
apostando desvalidos bilhetes num Stágio Gregário.
Contudo, alienando-me numa cofose aguda para não mais ser contaminado por
Falácias Propagandas Hipertônicas.
A Sociedade Delega Funções Inanimadas para cargos oníricos para intimidar Hipocondríacos 100 compromissos & com-primidos.
Condicionado em minha putrefata caixa de carne desprovida de antídotos vitais
Embriago-me em um senil argumento Deísta.
Na ausência de altruísmo icástico neste espaço incontido e revolto
Enclausuro-me em Bangalôs Anti o Todo.
Sou um alóctone interplanetário que reside no anonimato
Vasculhando uma atuação mais Nobre
no inerte cotidiano que me invade.
Preferindo continuar mediano em minhas catarses sublimes do
Incompreendido ócio Ectoplásmico.
Pecando em Abortos Litúrgicos e obsoletos
do Fardo, Fado Fadado.
Um colecionador de decepções, provido de anticorpos insensatos diagnosticado por uma xenofobia cult.
Freqüentando distintos armazéns do decrépito lixo luxo
para amenizar ou camuflar minha Dor.
Defronte ao Nada
que nada me interessa.
Pisando D’scalço em estilhaços expurgados por Falsos
que não mais me ferem.
Irei manifestar-me como uma figura Maldita
apostando desvalidos bilhetes num Stágio Gregário.
Contudo, alienando-me numa cofose aguda para não mais ser contaminado por
Falácias Propagandas Hipertônicas.
A Sociedade Delega Funções Inanimadas para cargos oníricos para intimidar Hipocondríacos 100 compromissos & com-primidos.

X-Borg K9 (Anthraxacino)
Em minha tônica tento sobreviver em milícias contemporâneas
que não me convêm.
Construindo Barricadas de vítreo em meu âmago
para não mais ser surpreendido por invisíveis
que me assolam em Batalhas perdidas no Ócio.
Armando-me contra severos sequazes de Severinos e suas hostis Doutrinas inacabadas.
Ludibrio sobre Falácias Guerrilhas do supra-sumo intelectual.
Sofrendo em Descampados Campos de Viril Extermínio Virtual.
Sendo refém de virtudes eclesiásticas que não aprovo.
Executado, sou! Em cotidianos, pelos caprichos de prosélitos Demagogos condecorados com suas corroídas medalhas de alumínio zincado.
Emboscado pelo amparo da inquietude revelada no outro.
Sou fuzilado em cantos de Desconcentração alheia.
Em QG’s utópicos me realizo usando uma notória farda de tussor nobre que me abriga da embriagues Desdém / atada da estupidez humana.
Continuo alistando-me em lutas desarmadas, para anuir-me no meu (eu).
que não me convêm.
Construindo Barricadas de vítreo em meu âmago
para não mais ser surpreendido por invisíveis
que me assolam em Batalhas perdidas no Ócio.
Armando-me contra severos sequazes de Severinos e suas hostis Doutrinas inacabadas.
Ludibrio sobre Falácias Guerrilhas do supra-sumo intelectual.
Sofrendo em Descampados Campos de Viril Extermínio Virtual.
Sendo refém de virtudes eclesiásticas que não aprovo.
Executado, sou! Em cotidianos, pelos caprichos de prosélitos Demagogos condecorados com suas corroídas medalhas de alumínio zincado.
Emboscado pelo amparo da inquietude revelada no outro.
Sou fuzilado em cantos de Desconcentração alheia.
Em QG’s utópicos me realizo usando uma notória farda de tussor nobre que me abriga da embriagues Desdém / atada da estupidez humana.
Continuo alistando-me em lutas desarmadas, para anuir-me no meu (eu).
oblíquo CARÁTER
Num subjetivismo caótico
oculto abençoados subsídios lúgubres
Pela cefaléia propensa a sucumbir
um oblíquo caráter obtuso e pungente
Dispo-me de membros inativos
para me depreciar por enfadonhas notícias
em locais de monótonos tons.
oculto abençoados subsídios lúgubres
Pela cefaléia propensa a sucumbir
um oblíquo caráter obtuso e pungente
Dispo-me de membros inativos
para me depreciar por enfadonhas notícias
em locais de monótonos tons.
TEXTURAS ASPERAS
Não quero ocupar espaços físicos de destinatários não concretos
Quero povoar espaços psicológicos de texturas ásperas
das vidas vazias em embalagens descartáveis
Nesta atmosfera efêmera de lugar nenhum
Suponho superstições novas
diretamente emitidas da Luz de Geladeira:
“Aqui Jaz...
Um cartunista mambembe que troca cartas Tristes
com anal-fabetos e confabula frustrações pornô
com terceiros em testemunhos cegos“.
Contudo, prossigo sendo um coletor de radiografias secundariamente marginais e vaginais.
Quero povoar espaços psicológicos de texturas ásperas
das vidas vazias em embalagens descartáveis
Nesta atmosfera efêmera de lugar nenhum
Suponho superstições novas
diretamente emitidas da Luz de Geladeira:
“Aqui Jaz...
Um cartunista mambembe que troca cartas Tristes
com anal-fabetos e confabula frustrações pornô
com terceiros em testemunhos cegos“.
Contudo, prossigo sendo um coletor de radiografias secundariamente marginais e vaginais.
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