É UM ESTADO DE LIBERDADE QUE DEVEMOS CONSERVAR 365 DIAS POR ANO.
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*roubei a frase de uma revista véia.
entre outras firulas, cartunista mambembe, autor anêmico, doutrinário ateísta, socialmente fraK-assado, literaticho assexuado, anárquico céptico, lixomaníaco compulsivo
Aguardamos em infinitas filas:
A Tira foca um cara porra-loca muito lesado, o Roberto Planta. Inspirado em minhas boas amizades. Simpatizantes do álcool, tabaco, roquemrow, alucinógenos, mulheres e outros prazeres lindos, desta vida mundana. O nome desta pitoresca personagem veio da tradução onírica do nome do vocalista da banda Led Zeppelin. As onomatopéias surgiram por influência da banda “Arroz Integral”. Trabalho do cartunista mineiro Cleuber, que admiro muito.Estas duas tiras pertencem a série “Mineiros do Arrudas” e foram publicadas na mini-revista “Tiras & Cartoons”, 2005.
A Tira “Mineiros do Arrudas” são tirinhas que satirizam situações cômicas do cotidiano e de domínio público, com singela ênfase em ditados populares, buscando um resgate da linguagem coloquial da região.
* A Tira 001. tem referências da lendária “Chiclete com Banana”.
A Tira “Estórias de JC” relata sobre coisas não tão loucas ou absurdas mas, que voam? É uma trinca de tirinhas esboçadas a partir de piadas de domínio público. Apenas estas duas foram publicadas na mini-revista “Tiras & Cartoons”, 2005.
ATELIER PODREX

...Toc, toc. As duas da matina, quem poderá ser? Toc, toc. Hesito em atender ou... Toc, toc. Maldito inesperado, faz meu coração retardar em gélidas comoções que percorre toda minha espinha dorsal. Toc, toc. INCANSÁVEL INSISTENTE. O QUÊ QUER? Não consigo suportar mais este rogo sombrio e silencioso (pensando com os próprios botões). Um toc, toc atrás de outro to... Toc, toc. LICENCIOSO SEM TINO, NÃO POSSUO NADA QUE LHE POSSA INTERESSAR, VÁ EMBORA! (...) Parou?! Quem seria com tanta imprudência? Poderia ser alguém conciso de ajuda?! Ou talvez, ninguém mesmo. Como ninguém?! Se houve tantos to. Melhor não pronunciar tal murmúrio. Logo agora que se faz sublime momento de privação de ruídos. O silêncio se estabelece. Poderei ir descansar e “dormir”. DORMIR! E se por ventura tal estranheza venha revelar-se novamente enquanto esteja esmorecido. Preciso ficar atento! Vigilante! De guarda noturna. Não posso ser pego de surpresa. Claro que outros fenômenos acústicos, ritmados, irão acontecer. Propagação de ondas sonoras produzidas por corpos que vibram em meio imaterial, irreal. Sensações auditivas criadas... pela mente? Não. (sorrindo maliciosamente para si mesmo). Olho para o relógio (sono). Ele marca (bocejo) quatro e quinze da manhã. O relógio, o relógio... (Adormeceu). Tic, tac, tic, tac, tic, tac, Toc, toc. O QUÊ?! NÃO PODE SER?! Toc, toc. JÁ DISSE PARA PARAAAAAR!!! Parou. Deixei-me distrair e fui surpreendido pelo Visitante. Da próxima eu abro a porta e quem irá se surpreender será ele. Vamos Visitante, faça o que sabes fazer melhor (pensativo). Estou esperando (apreensivo). Vamos, não tenho mais a noite toda como antes há tinha (impaciente). Cinco horas e ouço os pardais resmungarem suas rezas sofridas. As seis o dia já se faz presente, mas encontro-me em penumbra. Sinto-me em funesta claustrofobia. Sinto cheiro de terra molhada. Tento abrir a porta mas, encontra-se cerrada. Por fora!? Não há maçaneta e nem mesmo fechaduras ou chaves (desespero). Suspeito de alguma traquinagem exercida pelas hábeis mãos do Visitante. Neste lapso, uma dor terrível toma conta de minha nuca. Por todo meu estupefato corpo derrama uma glacial sensação de leveza. Só tenho espaço para gestos apertados... Toc, toc.
Ao finalizar a leitura de mais um, dos tantos livros (sem necessidades alguma de mencioná-lo*), que ainda pretendo ler e que nunca conseguirei, reflito cancerígeno: nesta redoma de carcarás do monopólio dogmático, os camelôs do catolicismo estão à altura de Judas Iscariotes. De forma pragmaticamente rapineira, comercializam escapulários que traduzem imagens sacras. Acredito que estes crápulas, não estão tão longe da semelhança e do ato de Judas ter vendido Kristo, como objeto supersticioso, por um punhado de moedas que estampam efígies de sectários demagogos.
Remexendo em algumas coisas velhas e mofadas, me deparo com desenhos arcaicos, expurgados há mais de vinte anos, e que os concebi em minha pré-adolescência, nas antigas sessões de tratamentos psicológicos aos quais fui submetido. Não cheguei a concluir esta minha 1ª pseudo-HQ.
Nestes pouco mais de trinta anos que venho galgando na superfície da Terra, vi e senti de perto uma pequena amostra grátis do cheiro da fome e da miséria humana. Presenciei a um “grande” circo pegar fogo em Belo Horizonte (07/04/1997) e também, através de nossos falhos meios de comunicação, assisti em tempo real, a queima de corpos vivos,