sexta-feira, 28 de novembro de 2008

em consideração ao mestre LOR


*releitura sob trabalho do cientista Luiz Oswaldo Carneiro Rodrigues.
Nota: original (ver) "Os Desmandamentos / Lor", Editora UFMG, 1992 (Coleção Arte e Imagem).

tUdO IgUAl

Quando criança queria ser apenas outro.
E na adolescência, por muitas vezes, não consegui ser eu mesmo.
Hoje olho para o espelho e me vejo como Todos. Refletido na multidão. Anônimos que não se assemelham em Nada!
Seres de uma mesma espécie calcada sobre teus próprios temores.
E destinados ao mesmo fim, por banalidades de uma transitoriedade material, palpada em diferenças pessoais e casuais.

Arerdop [80021172]

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Outdoor Eclesiástico Hum*

A igreja: Shopping da Alienação
A bíblia e a cruz: Produtos de Consumo
A oração: Crédito Fácil
O dízimo: Débito Automático
Jesus: no passado foi usado como bode expiatório, mas hoje se vangloria como Garoto Propaganda
Deus: é puro Marketing

*18/12/2006.

Outdoor Eclesiástico [Dois]*

O paraíso: puro Folclore
Eva: uma garota de programa (local)
Adão: o caseiro do circo (e nas horas de folga, guia turístico)
Deus: o maior e mais safado latifundiário que se tem notícia
O Diabo: um cara trambiqueiro que quer escamotear o latifundiário

*18/12/2006.

Pra machucar de vez os desavisados

Se o auto-candidato “Senhor da Época” elege um dito excluído para adentrar em teu tenebroso “Palácio Sagrado”, este mesmo cão sardento – que outrora vomitava e cuspia sobre os tapetes vermelho do antes, inimigo sectário – reconhecerá concretamente de forma surreal, esta trivialidade (demagogo serpente / templo objeto / feitos palavras), como uma suposta Dívida Trindade. E como numa cilada manjada, o Pré-da-Dor, despercebidamente, permanecerá ejaculando ilusões em tuas presas amaldiçoadas como meros súditos da vaidade.

...o animal, agora de quatro com suas feridas abertas e envenenadas, será escamoteado cegamente por migalhas do imaginário inconsciente, neste paliativo tripé de um circo de mediocridades.

Arerdop [22112008]

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Tá antenado Ezra Pound

Passe Livre, Baby!

"Entre Sem Bater?"

A Pensão


domingo, 21 de setembro de 2008

*SPEECH-Ficção

...Num prostíbulo local em Morro do Kalunga, uma mãe (que tentava complementar a renda familiar com geriátricos entretenimentos sexuais), é degolada friamente por um insatisfeito cliente idoso. Este fato é lembrado por Daví. Um dos filhos da puta, morta.

Nesta data triste, uma chuva fina insistia em perdurar por todo verão, e após quase uma década e meia do brutal crime, Daví se pôs em profunda sofreguidão...

...Anos se passaram, e ele se estabilizou em Katmandu no ano de 2037. Já com 44 anos, se relaciona casualmente com a famosa estudiosa e pesquisadora contemporânea, Betânia de Alcântara Avelar, de 47 anos.

Tal relação acontecera quando a bem sucedida, ilustre e magnífica ilusória Betânia Avelar, soube, através do fático diagnóstico do Dr. Euclides, que sofrera de uma rara enfermidade intestinal e que também lhe restara pouco tempo de vida. Este diagnóstico fez com quê, Betânia saísse de seu confinamento voluntário, para tentar resgatar seus anos de reclusão social com alguma aventura amorosa, e passageira. No caso, Daví, que além da perda da mãe-puta, não havia notícia alguma do paradeiro de seus três irmãos, desaparecidos desde 2020.

Na tarde de uma terça-feira feia, enquanto Daví finalizava a leitura do livro “O Mundo como Vaidade e Repetição” em homenagem póstuma à sua amada e saudosa Betânia, ouviu-se batidas na porta. Ao averiguar, constatou a presença do carteiro.

- Entrega especial para o Sr. Davi. Disse o carteiro.
- Sou eu. Obrigado.

Uma carta misteriosa. Não havia muitos dados e apenas uma assinatura simples no remetente: Elliot.

Na carta, datilografada por uma possível máquina de escrever, trazia uma única linha fria que noticiava a morte do estimado Senhor Enrico. Falecido aos 100 anos.

Daví ficou estupefato! Logo pensou: Como nossa vida é permeada por tamanha solidão? Olhou para a parede onde estava pendurado o retrato de A Canoa sobre o Epte** presenteada pelo sábio Senhor Enrico. Lembrou-se dos ensinamentos do velho, do “Manifesto Comunista”, de “Frankenstein” e de Mary Shelley. E refletiu em como nos transformamos em Monstros do Tempo, costurados pelas amarras do passado.

A partir daquele momento quis ser “O Falastrão de Contus Humanus”. Carregar uma Dor como a de Dostoievski e se deteriorar degustando “Licores Envenenados”.
...Isso sem a companhia de “pássaros Chuí”, mas ainda sim, dividindo a latrina com fétidas baratas de esgoto.

Em suas ébrias andanças, presenciou um recital da Maior Sonetista de todos os tempos e se sentiu como um poeta menor. O que o levou a se afundar mais e mais em frenesis alcoólatras.

Que Deus o livre deste pecado... E o livrou!

Após se endividar com seus vícios, percebeu que estava se afogando num lodo viscoso... Resolveu encarar a vida de frente e dar a famosa "volta por cima". Mudou-se de logradouro e nome. E como um operário padrão, acumulou suadas economias que lhe gerou a possibilidade de financiar e adquirir um imóvel, para poder sobreviver dos aluguéis dos quartos destinados a abrigar desolados assalariados.

Agora, com a alcunha de Senhor Rubens, para comemorar tais superações de sua imunda vidinha transitória, escreve num pedaço de papel de pão:

“De nada adiantou girar a roda gigante, pois continuo por baixo como um verme, esmagado”.

Veste-se com um belo terno preto e uma camisa de seda suíça. Pente-a os cabelos grisalhos, perfuma-se, mira-se no espelho e acende um charuto, saúda a si mesmo com uma taça de vinho barato, dando-se o luxo de adicionar barbitúricos e também uma dose de estriquinina.

*Baseado no livro "Contus Humanus" da filósofa Sylvia Mª Marteleto.

**A Canoa sobre o Epte, oléo sobre tela (Claude Monet, 1890).

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Coleção Vermes Poéticos - VALEU!!!

Compartilho nesta postagem, Toda satisfação de ter participado de uma iniciativa coletiva para a publicação independente de um opúsculo-split com mais três comparsas da literatura marginal. Agradeço a estes vermes da poesia por acreditarem nesta singela obra com tiragem limitada de 400 exemplares. OBRIGADO ATODOS!Espero que cada pardal siga em vôos subterrâneos num curso solitário, mas válido. Sorte para todos nas futuras empreitadas. Abraços do Podrera, sempre...
http://www.muralmutuante.blogspot.com/

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

segunda-feira, 28 de julho de 2008

roquemrow!!!

*O ROCK É MUITO MAIS DO QUE UM RITMO, UM SLOGAN OU UM ESTILO DE VIDA.
É UM ESTADO DE LIBERDADE QUE DEVEMOS CONSERVAR 365 DIAS POR ANO.
.
*roubei a frase de uma revista véia.

Turismo Inconseqüente




A MORTE NÃO FALHA NUNCA, MEU JOVEM!

Aguardamos em infinitas filas:

· Para ser assistido com descaso por um atendimento hospitalar público vergonhoso;
· Para ser humilhado em pequenas empresas empregatícias por subalternos despreparados;
· Para receber penosas aposentadorias e demais benefícios gerados por invalides e/ou derivados;
· Para pagar impostos, tributos, contas e mais contas;
· E mais ridículo ainda, para esperar por um transporte público de péssima qualidade...

Enfim, filas denotadas por uma falsa esperança. Além disso tudo, somos confortados por uma camuflada complacência pela volta de um deus que nem existe!

A única coisa em que se pode aguardar é...

A Morte.

Essa não falha NUNCA.