quarta-feira, 3 de março de 2010

Tirinha Mineiros do Arrudas - pt 3

- O que espero da Copa e de todas as outras é que:
mais e mais torcedores fanáticos, MORRAM!
Pode ser de ataque cardíaco, explosão de bomba caseira,
espancamento por outros torcedores,
de tédio em frente a TV, não importa!
Mas façam essa caridade social!
O mundo está infestado destes chatos!
Garanto que não irão fazer falta alguma!
E se você não gostou disso ou daquilo!
Para seu consolo: Morra Também!

terça-feira, 2 de março de 2010

Wolverine Blues - o anti-herói das HQ’s

Desenho extraído direto da Mofolândia!
(lápis 2B sobre papel sulfite)

Uma das mais bem sucedidas personagens da Marvel.

Esta ilustração retrata o período em que Logan muda a aparência e se refugia para levar uma vida pacata de lenhador num vilarejo.

Mesma época em que ainda não havia sido implantado adamantium em seu esqueleto. Fase em que suas afiadas garras eram apenas de ossos.

Trilha sonora sugerida:

http://www.youtube.com/watch?v=VNQve866m0g

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

EUREKA!

Sempre tem alguém me cobrando pra voltar a desenhar. Acho que descobri por que abandonei este exercício artístico ! Desenho desde os 12 anos de idade, ou será oito? Sei lá porra! Faz muito tempo. Fui inventar de ser artista de plástico em 2004 ou 2003? Deixa prá lá! Sei que daqui à 1.620 dias estarei tateando a casa dos 40 e após este árduo percurso, recordarei-me das suadas bagatelas obtidas em nome de querer acreditar ser um desenhista. Mambembe por sinal.

Não necessariamente nesta ordem mas, para começar a contabilizar a coisa toda...

Já faturei 20 reaus pela única venda de um trabalho entre 20 quadros numa exposição chulé.

Detalhe: todos os vinte em exposição eram meus. Dukaraí né?

+ 25 reaus (chorado) pela encomenda de um painel de aniversário de uma pirralha. Inicialmente era para ter sido 100 contos de reis! Mas... É a crise somada a pão duragem e à falta de reconhecimento e valorização.

Se ligaê numa outra encomenda de aniversário! Presente de subalterno para patrão. Nesta cobrei 40 reaus por uma estória ilustrada sobre a fuga de um ex-jogador de basquete cubano que veio parar no Brasil. O dito virou empresário, movimenta a moeda nacional e ainda gera emprego prá moçada operária.

Porque será que todos fogem para o Brasil?

Bem, continuando... A pessoa que encomendou o serviço até realçou que o ex-fugitivo, ops! Quero dizer ex-jogador, e bem sucedido empresário emoldurou e pendurou o trabalho artístico no escritório. Que xique!

Tai! Acho que vou me especializar em ilustrações para aniversários. Já que tá mais solicitado no mercado.

Pois é, sempre temos que manter acesa essa esperança medíocre de querer sobreviver da arte neste país fodido onde afirmam convictos que: futebol é que é arte! Põe uma bola no pé de qualquer pivete e pede prá ele marcar um golzinho mixuruca. As más línguas irão dizer que haverá grandes possibilidades dele virar artista neste ramo. Mas antes, coloque um lápis e papel na mão desse mesmo cidadão do mundo e aguarde pra ver no que vai dar! É bem provável que o lápis ele vai usar pra limpar o ouvido e o papel a bunda!

Chega de blá-blá-blá e vamos lá! Noutra empreitada mais generosa ganhei a exorbitante cifra de 114,00 limpo! Por doze ilustrações.

Porra! Me superei, hein!?

Mas peralá! Na verdade os desenhos foram avaliados por um membro do SAMG - Sindicato dos Artistas de Minas Gerais por 1200 pila$.

Só que a instituição mafio$a na qual fechei contrato ofereceu apenas 360 reaus pelas obras, junto aos impostos que recaiu sobre o infeliz aqui. No final cada trabalho saiu por 9,50. É xará, desenhista também paga imposto.

Até tentei evitar mas não teve jeito mesmo! Os tais, por alegarem serem filantrópico$, fizeram a sujeira e as porra dos impostos, inevitavelmente, caíram apenas sobre minha pele calejada.

Recordo que esta exploração trabalhista deveria ter sido publicada num projeto dum informativo sobre prevenção às drogas.

Até onde sei o informativo acabou sendo engavetado.

Num ponto foi ótimo saber disso! Porque não estava me sentido confortável em aceitar que meu nome seria associado a um caderninho católico editado poruma dita causa filantrópica de uma figa!

Resumo da ópera! 199 mangos em aproximadamente 6 anos de carreira! Um tremendo sucesso! 33 reaus por ano! 9 centavos por dia! Ulá-lá!

Agora! Em 2008 e 2009 o circuito artístico-literário me renderam mais 220,00 meréis em apenas dois anos. Isso dá uma média de 30cents por dia. Três vezes mais só prá performar e ler poesia autoral! Não é muito, mas é melhor do que encher a mão de calo de tanto rabiscar! Por isso que o Rei do Nanquim, Lourenço Mutarelli, largou os quadrinhos e migrou para a literatura. Não dá prá viver dela mas, aparentemente, uma é mais rendosa do que a outra!

SENTIU O RESSENTIMENTO!

Sem um merchan prá bancar suas idéias é o mesmo que pagar prá morrer de fome!

Vai ser artista mambembe por apenas um dia, vai!

O Transcendental
Um dos 12 trabalhos vendidos para a Instituição Mafio$a
deusejalouvado
e amémpráquem?

Dasantiga!

técnica: grafite sobre papel canson
personagem de HQ
desenho de observação
formato A3

Caracas!!! esse desenho é de milnovecentos e guaraná com rolha!
época em que eu desenhava até em parede de banheiro público.
Vixii!! Hoje? Não desenho nem boneco de pauzinho mais!
Tento mas, a preguiça me dominou.
Além de outros pecados capitais
como a luxúria, avareza, gula...
etc, etc, etc.

Momento Nostalgia em Quadrinhos

Eu ao lado do cartunista Angeli durante o 3º FIQ-BH (2003)
Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte/MG.

Remexendo em alguns badulaques e ninhos de cobra,
encontrei esta foto que acreditava estar perdida.

Enquanto trocava umas figurinhas com o Angeli,
ele lascou esse comentário sobre meus rabiscos:

"(...)
você está criando uma identidade própria em seus trabalhos.
Siga este caminho que você acabará conquistando seu espaço."

O problema é que eu não consigo seguir nada!
(na época não disse isso ao Angeli, mas bem que poderia ter dito).

O Arlequim

Título: Arlequim Insano (releitura de uma HQ do Batman)
Técnica: lápis aquarelado sobre papel sulfite
Data: 1997

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

OBRA DESAPARECIDA - Cadê você minha filha?

sem título
técnica óleo sobre tela
by Podrera
obra desaparecida
desde 30/11/2008
após uma exposição
em Belo Horizonte/MG.

APELO DE UM VICIADO ASSUMIDO!

Já me disseram que essa cervejinha é bebida de boiola e de mulher grávida! Mesmo em segundas-feiras, borbulhantes como essas que beiram os 34ºC. bocas convictas afirmaram em mesas de botecos sujos que esse líqüido escuro e adocicado nem é cerveja de verdade. Tô pouco ligando para os filósofos de bar! E digo mais! Quer me fazer realmente feliz? Então, nunca me ligue desejando apenas um mísero feliz aniversário, dia do amigo ou natal! O escambau com essas ligações singelas! Em nome desta amizade falha que cultivamos, ligue! Mas ligue e diga que pretende me visitar num dia quente desses, com ou sem datas comemorativas – de preferência sem serem datas comemorativas – e impreterivelmente de posse de pelo menos duas caixas de meia dúzia de esplêndidas long-necks. Prometo não ser grosseiro como de costume. E para recebê-lo e fazer jus aos comentários e afirmações difamadoras, amarro o trabucão pra trás, visto uma calcinha de rendinhas preta e subo no tamanco. Engravido de mentirinha com travesseiros se for preciso, mas traga a Malzbier.

Arerdop [012022]

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

essa tira é em homenagem ao Bar & Arte

Uma cidadã do comum refrescando as idéias no Bar&Arte, HellzonteCity
#: traço inspirado no escatológico Mundo de Marcatti.
Caricatura do Kissmaníaco Waguim*
*sósia do Thunderbird e baterista da extinta banda de
heavy metal mineiro "Sharp Blade"

Desenho inspirado no traço de Frank Margerin

#Para ouvir o extinto heavy mineiro acesse o link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=pwwSjGBcrBE

Cantora de barzim em fim de noite, BH/MG.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A ÚLTIMA CARTADA

As pessoas tendem a mentir mais do que dizerem a verdade.

Como num jogo de palavras cruzadas, armadilhas e artimanhas,

elaboradas para um único propósito!

O da trapaça

e glória.

Ultimamente tenho ostentado menos glórias.

No dia em que eu aprender a blefar,

talvez eu vire a mesa do fracasso

e descubro que o trunfo maior dos derrotados,

sempre esteve ali!

Camuflado dentre as mangas da camisa surrada.

Aguardando apenas pela jogada da cartada final.


Arerdop [90028071]

quinta-feira, 11 de junho de 2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Quanto mais conheço os homens, mais admiro os animais. (Alexandre Herculano)

Revirando uns badulaques, encontro a única fotografia que possuo do Ser que me fez companhia – verdadeira – durante um curto período, no ano de 2002. Nesta época não recebia visitas de parentes e nem de colegas ou pessoas que se intitulam como amigas. Dividia o aluguel junto a um rótulo de irmão (termo referido apenas como biológico). E meus pais residiam em outro estado, não havendo possibilidades de vê-los ou contactá-los, pois ostentava um escasso recurso financeiro. O que me impedia de investir em eventuais visitas familiares, através de viagens anuais e/ou esporádicas. A linha telefônica que possuíamos era monopolizada e monitorada pela megera companheira do meu pseudo-irmão. Para suprir gastos a “nossa linha” foi cancelada e para piorar a situação me demitiram no presente momento. Sem grana para a condução, procurava emprego a pé. Em média uma hora e vinte de caminhada até o centro. Isso com passos apertados. Sem um telefone de contato fixo, ficava difícil ter respostas das empresas na qual me inscrevia. Por não ter condições de arcar com as despesas do barracão, o mesmo dito irmão de sangue, além de etiquetar alimentos e por fim, esconder mantimentos... Mais tarde me pôs na rua. Não sei ao certo, mas, acredito que logo depois o Duque (vide foto), também foi posto no olho da rua, por não manter uma digna postura de cão de guarda. Apesar do meu “irmão” ter encontrado e adquirido o fiel amigo do homem, na irônica rua, e de ser um dobermann com a alcunha de ser considerada uma raça violenta, era um cachorro dócil demais pela fama. Não agredia nem uma mosca, muito menos uma formiga. Provavelmente ele foi atropelado. E morto. Após o meu fraterno despejo, fui acolhido por uma pessoa singular, com a qual moro de favor até hoje e agradeço eternamente. Contudo, talvez como no descrito destino do estimado cão, sinto que também estou sendo morto a cada dia que passa, por um sistema que me atropela incessantemente sem chances de me deixar erguer. Posto a margem como um atual desempregado. Deixo registrado aqui, a saudosa recordação que tenho deste simples amigo, quando, ao som do poeta americano Bob Dylan, ressoando na agulha da arcaica vitrolinha, compartilhava junto ao Duque, nossa única refeição diária: dois mini-pãezinhos de sal mergulhados num café, durante os últimos meses de convívio passados, um ao lado do outro, antes da nossa ordem de despejo, ditada pela chancela do falho irmão. Espero que o meu velho companheiro tenha tido sorte igual, ou melhor, do que a minha. Saudades Duquecão! 

[Trilha para leitura: Jokerman, B. Dylan].