quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Momento Nostalgia em Quadrinhos

Eu ao lado do cartunista Angeli durante o 3º FIQ-BH (2003)
Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte/MG.

Remexendo em alguns badulaques e ninhos de cobra,
encontrei esta foto que acreditava estar perdida.

Enquanto trocava umas figurinhas com o Angeli,
ele lascou esse comentário sobre meus rabiscos:

"(...)
você está criando uma identidade própria em seus trabalhos.
Siga este caminho que você acabará conquistando seu espaço."

O problema é que eu não consigo seguir nada!
(na época não disse isso ao Angeli, mas bem que poderia ter dito).

O Arlequim

Título: Arlequim Insano (releitura de uma HQ do Batman)
Técnica: lápis aquarelado sobre papel sulfite
Data: 1997

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

OBRA DESAPARECIDA - Cadê você minha filha?

sem título
técnica óleo sobre tela
by Podrera
obra desaparecida
desde 30/11/2008
após uma exposição
em Belo Horizonte/MG.

APELO DE UM VICIADO ASSUMIDO!

Já me disseram que essa cervejinha é bebida de boiola e de mulher grávida! Mesmo em segundas-feiras, borbulhantes como essas que beiram os 34ºC. bocas convictas afirmaram em mesas de botecos sujos que esse líqüido escuro e adocicado nem é cerveja de verdade. Tô pouco ligando para os filósofos de bar! E digo mais! Quer me fazer realmente feliz? Então, nunca me ligue desejando apenas um mísero feliz aniversário, dia do amigo ou natal! O escambau com essas ligações singelas! Em nome desta amizade falha que cultivamos, ligue! Mas ligue e diga que pretende me visitar num dia quente desses, com ou sem datas comemorativas – de preferência sem serem datas comemorativas – e impreterivelmente de posse de pelo menos duas caixas de meia dúzia de esplêndidas long-necks. Prometo não ser grosseiro como de costume. E para recebê-lo e fazer jus aos comentários e afirmações difamadoras, amarro o trabucão pra trás, visto uma calcinha de rendinhas preta e subo no tamanco. Engravido de mentirinha com travesseiros se for preciso, mas traga a Malzbier.

Arerdop [012022]

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

essa tira é em homenagem ao Bar & Arte

Uma cidadã do comum refrescando as idéias no Bar&Arte, HellzonteCity
#: traço inspirado no escatológico Mundo de Marcatti.
Caricatura do Kissmaníaco Waguim*
*sósia do Thunderbird e baterista da extinta banda de
heavy metal mineiro "Sharp Blade"

Desenho inspirado no traço de Frank Margerin

#Para ouvir o extinto heavy mineiro acesse o link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=pwwSjGBcrBE

Cantora de barzim em fim de noite, BH/MG.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A ÚLTIMA CARTADA

As pessoas tendem a mentir mais do que dizerem a verdade.

Como num jogo de palavras cruzadas, armadilhas e artimanhas,

elaboradas para um único propósito!

O da trapaça

e glória.

Ultimamente tenho ostentado menos glórias.

No dia em que eu aprender a blefar,

talvez eu vire a mesa do fracasso

e descubro que o trunfo maior dos derrotados,

sempre esteve ali!

Camuflado dentre as mangas da camisa surrada.

Aguardando apenas pela jogada da cartada final.


Arerdop [90028071]

quinta-feira, 11 de junho de 2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Quanto mais conheço os homens, mais admiro os animais. (Alexandre Herculano)

Revirando uns badulaques, encontro a única fotografia que possuo do Ser que me fez companhia – verdadeira – durante um curto período, no ano de 2002. Nesta época não recebia visitas de parentes e nem de colegas ou pessoas que se intitulam como amigas. Dividia o aluguel junto a um rótulo de irmão (termo referido apenas como biológico). E meus pais residiam em outro estado, não havendo possibilidades de vê-los ou contactá-los, pois ostentava um escasso recurso financeiro. O que me impedia de investir em eventuais visitas familiares, através de viagens anuais e/ou esporádicas. A linha telefônica que possuíamos era monopolizada e monitorada pela megera companheira do meu pseudo-irmão. Para suprir gastos a “nossa linha” foi cancelada e para piorar a situação me demitiram no presente momento. Sem grana para a condução, procurava emprego a pé. Em média uma hora e vinte de caminhada até o centro. Isso com passos apertados. Sem um telefone de contato fixo, ficava difícil ter respostas das empresas na qual me inscrevia. Por não ter condições de arcar com as despesas do barracão, o mesmo dito irmão de sangue, além de etiquetar alimentos e por fim, esconder mantimentos... Mais tarde me pôs na rua. Não sei ao certo, mas, acredito que logo depois o Duque (vide foto), também foi posto no olho da rua, por não manter uma digna postura de cão de guarda. Apesar do meu “irmão” ter encontrado e adquirido o fiel amigo do homem, na irônica rua, e de ser um dobermann com a alcunha de ser considerada uma raça violenta, era um cachorro dócil demais pela fama. Não agredia nem uma mosca, muito menos uma formiga. Provavelmente ele foi atropelado. E morto. Após o meu fraterno despejo, fui acolhido por uma pessoa singular, com a qual moro de favor até hoje e agradeço eternamente. Contudo, talvez como no descrito destino do estimado cão, sinto que também estou sendo morto a cada dia que passa, por um sistema que me atropela incessantemente sem chances de me deixar erguer. Posto a margem como um atual desempregado. Deixo registrado aqui, a saudosa recordação que tenho deste simples amigo, quando, ao som do poeta americano Bob Dylan, ressoando na agulha da arcaica vitrolinha, compartilhava junto ao Duque, nossa única refeição diária: dois mini-pãezinhos de sal mergulhados num café, durante os últimos meses de convívio passados, um ao lado do outro, antes da nossa ordem de despejo, ditada pela chancela do falho irmão. Espero que o meu velho companheiro tenha tido sorte igual, ou melhor, do que a minha. Saudades Duquecão! 

[Trilha para leitura: Jokerman, B. Dylan].

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Leituras só para fraudar que a vida vala algo ou não

A própria subsistência grita mais alto que Edward Munch: Terapia para miseráveis é surreal. Oneroso. Atualmente os populachos tendem a abraçarem meia dúzia de linhas Ditadas diariamente e prognosticadas por ordinários horóscocôs. Obrigando-os a se confortarem com uma “felicidade zen espacial”; regras do dia-a-dia obtidas através de consultas de 25cents, por meio duma arcaica comunicação contemporânea: jornalekos populares, ágeis, ao alcance das mãos e dos bolsos de medíocres. Máquinas da mentira, do falso prazer e da informação comprada que vem se tornando pragmaticamente mecanismos rapineiros de mentes vãs. Leituras só para fraudar que a vida vale algo ou então, que não significa verdadeiramente, Nada.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Altruísmo Deletado

"As pessoas que estampam uma felicidade programada,
são os seres mais tristes a pisarem nesta terra encardida."
simplesmente usufruem de uma maquiagem para prosseguir,
nada mais.
.
Arerdop [90021032]

domingo, 21 de dezembro de 2008

Não espere pelo Outro

Não se pode esperar muito de nada e nem de ninguém!... Pessoas, coisas físicas ou bastardamente abstratas, a merda que for. A não ser por um: PLAN! O insight projetado por qualquer figura emblemática que seja, desmorona bem diante de nossos remelentos olhos. “Relações” familiares, “amizades” passageiras, “elos” amorosos, “dogmas” ablativos, “posições” sociais fictícias... Um Statu quo idealizado por falsas verdades. Todos vão ti decepcionar e conseqüentemente ti magoar em algum dado momento. Pode demorar, mas... É inevitável. Esse capricho da natureza humana ocorre na minha, na sua, na vidinha perfeita e banal de cada mísero ser desta esfera. Uma suposta perfeição vital idealizada erroneamente por muitos fracos. Para romper com as algemas dos guetos da autoflagelação, é necessário um estudo minucioso contra o afeto abundante de altruísmo pregado por corporações clericais. Sugiro a prática de um deísmo desmistificador do sentimento do perdão. O perdão apenas burla a imagem de quem magoa. Se você não tem “amigos em quem confiar”, resta-te apenas; os inimigos para desconfiar. Os traidores são os maiores inimigos da raça. Todos somos candidatos a uma traição fatídica. Traidores em primeiro grau: os parentes de sangue e principalmente espirituais, seguidos de “patentes superiores” pertencentes a uma hierarquia capital, governamental ou intelectual. E para finalizar em segunda instancia; estão as grandes paixões, desiludidas. Sejam por amores, ídolos, mestres, deuses de toda estirpe, uma chusma de rótulos criados para carências materiais do coração sensivelmente abastardo. Algumas convivências torram o saco da gente, quando somos obrigados a escutar as mesmas frases programadas por pessoas e pessoas que não nos acrescentam em nada. Dizem serem suas verdadeiras amigas, amantes, parentes queridos, que ti cobram visitas diárias, semanais, mensais, anuais, telefonemas de alô, oi, como vai, dizeres de como está você, a família, esposa e periquitos, marido e cachorro, parabéns atrasados, presentes caros ou lembrancinhas, datas esquecidas de propósito ou não, sendo que elas mesmas não exercem um sincero e único ato mútuo. Exploda com os alicerces de tabus maquinados. Sem querer promover um caos de toda e qualquer ordem, mas, se necessitar, mate! Mate todos inimigos imaginários, qualquer um (a). Por vinganças, autodefesa, ideais, por amor! Para acabar com a dor! Suicide-se por não ter mais o que acrescentar, a dizer, a fazer ou ser acrescentado e vice-versa. Plante uma árvore para desmatar em função de escrever um livro e entulhar o planeta com teu ego materializado. E não se esqueça de fazer pelo menos um filho numa puta qualquer ou com um quiromaníaco qualquer. Para que num futuro próximo, este novo cidadão recém-nascido, morra de câncer causado pelo aquecimento global que você também contribuiu gradativamente para isso. A vida terrena vem me vencendo por dialogar com moribundos da dialética epopéia contemporânea. O pessimismo é necessário quando você está predestinado a uma morte otimista.

Arerdop [80022112]

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Porquê

"...Percebo com total nitidez que o pedantismo é praticado com fervor entre pessoas-outdoors em redutos ásperos e nebulosos. Seria para inflamar um Umbigo já arreganhado e que se complacente como uma Lepra Asquerosa?"

Arerdop [80022120]